segunda-feira, abril 19

Grande Recessão Financeira

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Segunda-feira, 19 de Abril de 1458
Ano I - Edição 9
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Grande Recessão Financeira

No dia de ontem, 18 de Abril, os cofres do Condado registaram o valor mais baixo dos últimos 2 meses. De acordo com as informações disponibilizadas pelo Conselho, a Tesouraria do Condado apresentava uma dívida avaliada em 8184,43 cruzados. Depois de tanto tempo com o tesouro positivo, esta grande queda que o tornou bem negativo foi totalmente inesperada.

Apesar de tudo, já estava sendo habitual as constantes quedas do Tesouro do Condado, sensivelmente desde o início do mandato do actual Conselho. Tal fenómeno levou à presença de vários cidadãos ao Gabinete do Tesoureiro, de entre eles, Dom Nortadas, tendo afirmado no local que ficou "com a percepção de que o Condado está constantemente a perder dinheiro e nenhum membro deste Governo sabe explicar a origem de tal perda".

O mesmo esclareceu que "O problema não tem nada a ver com as Minas. O problema é o próprio Governo que, em tempo útil, recusou todas as propostas apresentadas para contornar esta situação. O problema é vosso, todo vosso" e que "Não vale a pena dizerem que neste mandato o Condado tem piores condições, porque sabem perfeitamente que isso não é verdade. Têm menos salários de mineiros para pagar e parece que o Tesoureiro conseguiu renegociar alguns salários, poupando assim alguns cruzados".

Acrescentou ainda que "Quando recusei o cargo de Tesoureiro disse logo que não tinha tempo nem pachorra para estar a ter cargas de trabalho apenas para manter o tesouro porque suas excelências não querem tomar nenhuma decisão simplesmente porque todas elas são supostamente impopulares! E, claro, pensei que vocês não eram hipócritas ao ponto de implementarem as propostas que tinham sido, antes, fortemente rejeitadas pelos próprios". E concluiu que "A vontade do "Povo" foi clara. Apesar de eu me ter esfalfado a trabalhar durante 2 meses para atingir aqueles patamares de excelência, quem realmente tem as boas ideias e propostas é a lista que nem sequer tinha apresentado propostas, ideias ou discursos, ou seja, vocês. Portanto até se pode dizer que vos fiz um favor ao me demitir".
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Ficou registada na história do Condado a temida Recessão Financeira, que já se falava e previa na boca do Povo. Tudo leva a crer que o Condado de Coimbra tenha retornado aos velhos tempos, em que haver umas finanças saudáveis não passa de mera ilusão, algo inatingível, como se a própria lei o proibisse.

O Jornal Democrata fez um levantamento no seu Arquivo e faz questão de publicar novamente parte da Entrevista a Dom Nortadas de 31 de Março, nomeadamente a questão sobre este tema:
 
"Jornal Democrata – Foi anteontem anunciada a notícia de que você não irá permanecer como Tesoureiro neste mandato. Um pouco por todo o Condado, muitos cidadãos ficaram em estado de choque e fala-se até de um clima de medo e desconfiança, partilhado inclusive por vários membros do Conselho, que o seu afastamento prematuro da administração pública origine uma grande recessão financeira. O que tem a dizer sobre isso?

Nortadas – Nos 2 meses de mandato que passaram tenho estado extremamente ausente dos espaços públicos, tendo passado boa parte dos meus dias a trabalhar na Tesouraria. Desde que saíram os resultados das eleições e larguei funções, o choque foi de tal modo que mal tenho abandonado a minha residência. Portanto como deve calcular, eu não tenho conhecimento desse tipo de boatos, mas acho que não passam de meras especulações. Creio que não existe ninguém assim tão burro ao ponto de dar origem a uma grande recessão financeira."
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